sábado, 5 de junho de 2010

Quando é hora de parar de caminhar

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Quando a religião começa a virar moda, começa a perder seu sentido de ser, seus valores, sua ética. Mesmo assim muitos insistem em continuar “vencendo” e “vencendo”, num triunfalismo forçado que acaba deixando de lado a essência da própria religião.

Esse problema já acontecia no povo de antigamente e, embora sejamos outro povo em outro tempo, temos muito o que aprender com o que foi ensinado lá atrás e entendermos que às vezes é melhor pararmos de caminhar.

A quem posso eu falar ou advertir? Quem me escutará? Os ouvidos deles são obstinados, e eles não podem ouvir. A palavra do Senhor é para eles desprezível, não encontram nela motivo de prazer.

Mas a ira do Senhor dentro de mim transborda, já não posso retê-la.“Derrama-a sobre as crianças na rua e sobre os jovens reunidos em grupos; pois eles também serão pegos com os maridos e as mulheres,os velhos e os de idade bem avançada.


As casas deles serão entregues a outros, com os seus campos e as suas mulheres, quando eu estender a minha mão contra os que vivem nesta terra”,declara o Senhor.
“Desde o menor até o maior, todos são gananciosos; profetas e sacerdotes igualmente,todos praticam o engano.

Eles tratam da ferida do meu povo como se não fosse grave.‘Paz, paz’, dizem,quando não há paz alguma.

Ficarão eles envergonhados da sua conduta detestável? Não, eles não sentem vergonha alguma, nem mesmo sabem corar. Portanto, cairão entre os que caem; serão humilhados quando eu os castigar”,declara o Senhor.

Assim diz o Senhor: “Ponham-se nas encruzilhadas e olhem;perguntem pelos caminhos antigos,perguntem pelo bom caminho.Sigam-no e acharão descanso.Mas vocês disseram:‘Não seguiremos!’

Coloquei sentinelas entre vocês e disse: Prestem atenção ao som da trombeta! Mas vocês disseram: ‘Não daremos atenção’.

Vejam, ó nações; observe, ó assembléia, o que acontecerá a eles.

Ouça, ó terra:Trarei desgraça sobre este povo,o fruto das suas maquinações,porque não deram atenção às minhas palavras e rejeitaram a minha lei.

De que me serve o incenso trazido de Sabá, ou o cálamo aromático de uma terra distante? Os seus holocaustos não são aceitáveis nem me agradam as suas ofertas”.

(Jeremias 6.10-20)

1) Quando os ouvidos não ouvem (10);

• É como se aparentássemos uma conversão, mas não quiséssemos ouvir nada que realmente mudasse nosso estilo de vida.

• Chegavam a ver as Escrituras como coisa vergonhosa, ultrapassada, obsoleta. Como muitos em nosso tempo ainda o fazem (2 Tm 4.3-4).

• Muitos estão dia após dia em suas igrejas, e o que mais fazem é ouvir, mas o que ouvem? E o que isso importa na prática?

2) Quando os que falam, falsificam (14);

• A ira de Deus estava sendo anunciada ao povo de Judá, mas a religiosidade continuava como se tudo estivesse normal.

• Não faltavam “profetas” e “sacerdotes” para curarem superficialmente a ferida do povo.

• Cometiam abominações e não se envergonhavam.

• Tudo parecia normal: eles não tinham o que dizer e o povo não queria ouvir nada mesmo. Mas não era isso que Deus estava vendo (Jr 5.30-31).

3) Quando os rituais são caros e inúteis (20);

• Apesar dessa situação abominável, os rituais permaneciam acontecendo, e de forma bem cara.

• Hoje também há muita ostentação religiosa, com o argumento de adorar a Deus de forma mais suntuosa.

• A verdade é que é mais fácil entregar dinheiro a Deus do que entregar a vida a ele.

4) É hora de sair do caminho e olhar para onde se está indo (16-17);

• Em meio à tanta condenação, Deus ainda lhes aconselha: ponde à margem do caminho e vede....

• Eles são chamados a pararem de caminhar, a pararem de simplesmente seguir o fluxo e olharem para onde estão indo.

• Os caminhos antigos, expressos na fé de seus pais, ainda existiam. Ainda existiam atalaias (vigias, a função do profeta nessa ocasião), que tocavam a trombeta anunciando o perigo.

• Mas o povo não queria ouvir. Você quer?

5) É hora de voltar para o caminho certo (Ap 2.4 e 5a).

• Nas veredas antigas eles encontrariam descanso para suas almas (v. 16). E é isso o que Jesus concede aos que se chegam a Ele (Mt 11.28-30).

• Será que Jesus ainda é sinônimo de descanso para as almas? Ou ganhou tantos outros significados que deixou de ser visto como fonte do primeiro amor?

• O texto de Apocalipse chama a igreja não apenas a olhar onde está o erro, mas a se arrepender e voltar à prática das primeiras obras.
Conclusão

Jeremias 5.30-31 parece ainda muito atual:

Uma coisa espantosa e horrível acontece nesta terra: Os profetas profetizam mentiras, os sacerdotes governam por sua própria autoridade, e o meu povo gosta dessas coisas. Mas o que vocês farão quando tudo isso chegar ao fim?

Mas Jesus nos chama a parar de seguir o fluxo, a moda, a massa; e seguirmos a Ele.
Quando nosso caminho começa a ser marcado pela indisposição a ouvir, pela falsidade no falar, pelo ritualismo caro e inútil, é hora de parar de caminhar e voltar para o verdadeiro caminho (Jo 14.6).

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Novas apresentações da Banda

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quarta-feira, 5 de maio de 2010

Illumna Gospel Place

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Dia 21 de maio estaremos no Illumna Gospel Place em Piracicaba à partir das 21h.
Av. Luciano Guidotti, 244 - Jd. Elite - Piracicaba

O Illumna é uma lanchonete e um espaço para o público gospel e até para novas bandas divulgarem seu trabalho. Veja o site:

http://www.illumna.com.br/

Esperamos passar bons momentos lá, fazendo boa música (nossas e de outros), comendo bem e nos divertindo.

Venha fazer parte!

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Não julgueis e não sereis julgados

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“Não julguem, e vocês não serão julgados. Não condenem, e não serão condenados. Perdoem, e serão perdoados.
Dêem, e lhes será dado: uma boa medida, calcada, sacudida e transbordante será dada a vocês. Pois a medida que usarem também será usada para medir vocês”.


Jesus fez também a seguinte comparação: “Pode um cego guiar outro cego? Não cairão os dois no buraco? O discípulo não está acima do seu mestre, mas todo aquele que for bem preparado será como o seu mestre".

“Por que você repara no cisco que está no olho do seu irmão e não se dá conta da viga que está em seu próprio olho?
Como você pode dizer ao seu irmão: ‘Irmão, deixe-me tirar o cisco do seu olho’, se você mesmo não consegue ver a viga que está em seu próprio olho? Hipócrita, tire primeiro a viga do seu olho, e então você verá claramente para tirar o cisco do olho do seu irmão".
“Nenhuma árvore boa dá fruto ruim, nenhuma árvore ruim dá fruto bom.
Toda árvore é reconhecida por seus frutos. Ninguém colhe figos de espinheiros, nem uvas de ervas daninhas.
O homem bom tira coisas boas do bom tesouro que está em seu coração, e o homem mau tira coisas más do mal que está em seu coração, porque a sua boca fala do que está cheio o coração.
(Lucas 6.37-45)

1) Sim, nós julgamos, e muito!

• Julgar é algo natural para a mente humana. Usamos nosso conhecimento prévio para analisar pessoas e circunstâncias, seja para nos proteger ou para nos relacionar.

• Na Bíblia somos exortados a sermos criteriosos e prudentes (1 Co 14.20), o que pressupõe bom julgamento (Jo 7.24).

• Mas também somos exortados por quanto julgamento errado cometemos, por nos apegar à aparência e à própria maldade de nosso coração.

• Com nosso julgamento também acabamos nos fazendo juízes de pessoas e atitudes e passamos a condená-las às penas que nós mesmos estabelecemos como: “rótulos”, posição social, proximidade, relacionamento, etc.

2) Fazer o bem começa com julgamento (37-38)

• Esse texto está diretamente ligado ao anterior, pois geralmente é por nosso “julgamento” que alguém é considerado amigo ou inimigo.

• Mais uma vez se aplica o mesmo princípio do v. 31: “Faça aos outros o que você quer que os outros lhe façam”.

• Já sofremos julgamentos preconceituosos e injustos, sabemos o quanto isso é ruim. Sejamos nós os agentes de mudança nessa área. Deixemos de julgar e condenar.

• Não apenas isso, mas passemos a perdoar e a dar, ao invés de apenas querer receber, pois receberemos o que plantamos em maior escala.

• Digno de nota é a palavra traduzida por “perdoar”, a qual tem o sentido de “libertar”. Nosso julgamento prende e condena, mas somos chamados a libertar, como o próprio Cristo liberta (Jo 8.32).

3) A falsa pretensão do julgamento para a correção (39-42)

• É muito comum continuarmos a julgar com a falsa desculpa de que pretendemos ensinar algo a alguém. Tencionamos corrigir algum comportamento errado e trazer a pessoa à justiça.

• Jesus, então, conta uma parábola que nos faz ver o quanto somos incapazes para isso.

• Primeiramente somos comparados a cegos que querem guiar outros cegos. O problema não está em guiar, mas em não ver e se colocar na posição de quem vê.

• Depois é dito sobre a tentativa de se tirar um mal menor do irmão sem se tirar o mal maior dos próprios olhos, o qual, inclusive, impede que o do irmão seja visto.

• Nos dois casos há a idéia de se ver claramente o problema para que possamos realmente ajudar.

• Não diz para deixarmos o cego sozinho e nem para ignorarmos o cisco do olho do irmão, mas para agirmos de modo limpo e honesto. “Julgar” não ajuda em nenhum desses casos.

4) O julgamento honesto (43-45)

• Então Jesus apresenta algumas figuras para que julguemos a nós mesmos. Geralmente se usam esses versículos para julgamentos de outrem, mas pelo contexto percebe-se de que se está falando de auto-julgamento.

• Que frutos temos dado com relação a este assunto? Somos uma árvore de quê? De amor, benignidade e perdão; ou de indiferença, frieza e vingança?

• Qual o tesouro guardado em nosso coração? Bom ou mau? O que podemos tirar de dentro dele para dar aos outros? O que temos tirado?

• Não podemos dizer uma coisa e afirmar que nosso desejo é outro. Dizer que queremos o bem se só falamos o mal, dizer que queremos o perdão se só julgamos e condenamos.

• Um ditado popular diz que “o peixe morre pela boca”. Isso parece se aplicar aqui, mas o antídoto não está em simplesmente deixar de falar, mas em se limpar o coração.

• Aí sim saberemos julgar a questão (se for preciso) e não a pessoa.

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Letra - O Convite da Loucura

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(Pv 9.13-18; Rm 8.34; 1Co 2.9)

A loucura construiu sua casa na beira do mar
Sentou na cadeira à porta e começou a chamar
A todo que passasse por ali
Pra entrar e desistir de seguir
Pra mascarar sua dor e se acomodar em seu amor

Intro

Dançaram a noite inteira até não mais agüentar
Fizeram o que quiseram para se alegrar
Mas havia um cheiro forte ali
Que ninguém podia impedir
Nem esconder, talvez, ignorar ou entender

Intro

A morte morava há tempos naquele lugar
Ninguém nunca havia saído pra poder contar

Atenção! Há uma porta no fundo da casa
Uma porta que dá para o mar
Pra você escapar

Atenção! O grande Sábio já venceu a morte
E quer te levar para o melhor lugar
Que Deus pôde sonhar

Atenção! Essa casa vai ser destruída
A loucura e a morte também
E quem marcar aí dentro

Atenção! Essa mensagem parece loucura
Por que a loucura está aí com você
Lhe ditando as regras

Mas a loucura continua chamando
E a morte continua matando
E todo mundo pensando que loucura é a salvação

O Convite da Loucura

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quinta-feira, 22 de abril de 2010

Males diante de Deus

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O que é mal perante Deus? Muitas vezes o cristianismo tem concentrado seus esforços na luta contra alguns males morais e religiosos, enquanto têm permitido e até participado de outros grandes males indicados pela Bíblia.

Políticos denominados “cristãos” empenham lutas em prol de seus direitos religiosos, mas pouco se preocupam com temas importantes e generalizados, como reforma agrária, proteção do meio-ambiente e correta distribuição de bens.

Da mesma forma, muitos cristãos se preocupam apenas com o culto aos domingos e pecados considerados graves (geralmente sexuais). Ainda mais numa época em que se enfatiza apenas o individualismo religioso em termos de vitórias e derrotas, de forma que a ética social é esquecida e o ministério profético da igreja é deixado de lado.

A palavra do profeta Isaías era bem diferente disso:

Ai de vocês que adquirem casas e mais casas, propriedades e mais propriedades, até não haver mais lugar para ninguém e vocês se tornarem os senhores absolutos da terra!
O Senhor dos Exércitos me disse: “Sem dúvida muitas casas ficarão abandonadas, as casas belas e grandes ficarão sem moradores.
Uma vinha de dez alqueires só produzirá um pote de vinho, um barril de semente só dará uma arroba de trigo”.
Ai dos que se levantam cedo para embebedar-se, e se esquentam com o vinho até a noite!
Harpas, liras, tamborins, flautas e vinho há em suas festas, mas não se importam com os atos do Senhor, nem atentam para obra que as suas mãos realizam.
Portanto, o meu povo vai para o exílio por falta de conhecimento; a elite morrerá de fome, e as multidões, de sede.
Por isso o Sheol aumenta o seu apetite e escancara a sua boca. Para dentro dele descerão o esplendor da cidade e a sua riqueza, o seu barulho e os que se divertem.
Por isso o homem será abatido, a humanidade se curvará, e os arrogantes terão que baixar os olhos.
Mas o Senhor dos Exércitos será exaltado em sua justiça; o Deus santo se mostrará santo em sua retidão.
Então ovelhas pastarão ali como em sua própria pastagem; cordeiros comerão nas ruínas dos ricos.
Ai dos que se prendem à iniqüidade com cordas de engano, e ao pecado com cordas de carroça, e dizem: “Que Deus apresse a realização da sua obra para que a vejamos; que se cumpra o plano do Santo de Israel, para que o conheçamos”.
Ai dos que chamam ao mal bem e ao bem, mal, que fazem das trevas luz e da luz, trevas, do amargo, doce e do doce, amargo!
Ai dos que são sábios aos seus próprios olhos e inteligentes em sua própria opinião!
Ai dos que são campeões em beber vinho e mestres em misturar bebidas,dos que por suborno absolvem o culpado, mas negam justiça ao inocente!(Isaías 5.8-23)

No texto lido, o profeta Isaías está denominando os pecados do povo, em todas as suas classes, que estão fazendo com que Deus os abandone para serem exilados pela Babilônia. E embora a punição anunciada fosse para o povo de Judá, podemos encontrar nessas acusações alguns conceitos sobre o que é mal diante de Deus.


1) O mal político (8-10).

• Quando ricos e poderosos monopolizam, ainda que legalmente, terras e fontes de renda, de modo que impedem que outros tenham, ao menos, acesso a isso (Reforma Agrária).

• Temos visto outro mal ligado a esse, que é o esgotamento das reservas naturais.

• As bases políticas devem ser justas e altruístas, como em Isaías 32.1-8.

2) O mal social (11-17).

• O culto ao prazer continua sendo uma grande busca do ser-humano. Isso pode facilmente ser ligado ao item anterior, tem-se até um novo ditado em nossos dias: “tudo acaba em pizza”.

• O grande problema disso é que se busca apenas a si mesmo e se esquece de Deus e de seus preceitos.

3) O mal religioso (18-19).

• Muitos puxam iniqüidade para si mesmos, através da injustiça e do pecado. E acabam sofrendo as conseqüências de suas próprias escolhas.

• Os mesmos culpam a Deus e exigem que ele resolva seus problemas, como se ele fosse o culpado. Se Deus resolver, eles passam a crer, se não, continuam vivendo contra ele.

4) O mal moral (20-21).

• Nesse versículo, Isaías resume bem o modo como os valores são distorcidos também hoje.

• Por ter havido falhas nas pessoas que defendiam valores antigos, muitos simplesmente inverteram tais valores numa espécie de provocação. E os “novos” valores, cujas únicas bases são a confrontação, acabam se tornando regras.

5) O mal da injustiça (22-23).

• Essa injustiça apresentada é conseqüência do mal moral, da inversão de valores.

• Muitos se acham heróis para beberem ou fazerem outras coisas perigosas, mas, sendo moralmente fracos, não têm coragem para promover a justiça.

Somos chamados a uma nova vida, sem ignorância e com novos valores diante de Deus (Ef 4.17-32). Somos chamados a buscarmos e exercermos a justiça diante dos homens (Mt 5.10; 16), não para aparecer (Mt 6.1), mas para que vejam nossas boas obras e glorifiquem ao Pai, que está no céu.

E que tenhamos sabedoria sobre o que agrada e sobre o que desagrada a Deus, para que não coemos os mosquitos e engulamos os camelos (Mt 23.24).